quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Restrospectiva 2012

Olá pessoas, o post vai ser grande e quem tiver a paciência de ler até o final vai entender o porquê...

Bom... o ano que passou eu fui mais evasiva do que nunca - Peço perdão aos meus leitores por isso.
Não queria "me expor" porque achava (achava não, ainda acho) que um ex que abalou meu mundo acompanhava esse blog.
Bem, correndo o risco "dele" ler - Ou não o mundo não gira em torno do meu umbigo. - Vou colocar a retrospectiva 2012, que pra mim foi um ano meio vazio, e ver o que eu aprendi disso tudo...

JANEIRO
Ele havia me deixado na segunda quinzena de dezembro. Me afundei na tristeza. Não queria comer, trabalhar ou qualquer coisa. Tanto que deixei de passar a Virada numa festa com amigos e troquei pela calmaria da casa dos meus pais. Como eu tinha escrito aqui, eu não estava com muito ânimo pra 2012. E isso se arrastou no ano inteiro. No meu aniversário pra tentar sair da comiseração que eu sentia fui pra para o parque da água mineral, lavar essa tristeza que tomou conta. Funcionou? Piorou. Um "colega" de trabalho me ameaçou de morte. O cara já era estourado por natureza. Fiz uma piadinha com a pessoa que ele ia atender e ele tomou as dores pra si. Recebeu uma advertência formal da empresa e ameaçou a mim e a minha chefe de morte. O cara era misógino ao cubo. Não tolerava ter mulheres melhores que ele - Tinha uma chefe mulher e apareceu umazinha que aprendia rápido e conseguia fazer o trabalho dele quando mais ninguém aparentemente sequer havia tentado. Surtou perto de se aposentar. Passei o resto do mês em terror. Como as coisas já não estavam bem na minha vida pessoal, liguei em prantos ao meu "ex-conjugue" que reconsiderasse o tempo que tinha pedido pra pensar e voltar pra casa pois eu precisava do apoio dele. Ele mandou eu procurar os meus pais. Ali eu soube que ele havia desistido de mim e de nós.

FEVEREIRO
Sem cabeça para nada, tentei me ater aos pequenos detalhes pra manter um pouco da sanidade. Comecei a jogar Hidden Cronics do Facebook e posteriomente me rendi ao Casteville. Ainda estava zonza com a história da ameaça e o fim do relacionamento que eu não queria aceitar de forma alguma. Nesse ponto meio que me perdi, me achando feia, gorda, indigna e fadada à solidão e eterno fracasso. Isso era vitimismo, sim eu sabia. E em pouco tempo ninguém iria me aguentar mais. Voltei a tentar fazer planos - pequenos, pra ver se eu engaijava nos grandes. E comecei com o projeto HTQE que a ideia sempre me fez rir e eu PRECISAVA de um lugar pra desabafar em divã. Como recebo pouco não dá pra bancar um psicólogo. E o psiquiatra que eu ia trocou a minha medicação por uma mais forte. Pelo menos eu conseguia trabalhar. E decidi marcar as minhas férias... depois do terremoto eu PRECISAVA de uma pausa...

MARÇO
Até então eu estava com esperança que ELE voltasse. Afinal de contas ele partira furtivo. Como? (vou te expor mesmo, covarde) Ele havia me ligado numa tarde em dezembro dizendo que não se sentia bem e precisava de tempo pra pensar. Ligou perguntando que horas eu ia pra casa e disse que no meio da tarde iria passar na minha toca(sim vou me referir como MINHA, ele nunca considerou como "nossa") sem eu estar lá, pegou dois sacos de lixo e juntou o que achava que lhe pertencia deixando um monte de coisas pra trás. Este foi o mês juntei as poucas forças que me habitavam passei o rodo na toca, juntei o que realmente lhe pertencia e pedi pra que fosse buscar. Não sei se nessa altura do campeonato passava pela cabeça dele se ele queria ou iria voltar. Ele ainda possuía a chave da toca. Eu rezava que sim, que voltasse. Não foi buscar, claro, o que me fez ter que ir atrás de para devolver e pegar a chave. (Nesse ponto pessoas me sugeriram botar fogo em tudo, fazer fogueirinha de ex) Fui, fiquei cara a cara com ele e ainda, covardemente nem para a família tinha falado que tinha terminado comigo. Eu tive que lhes dar essa notícia. Dei ultimatos, esperando que se resolvesse. Mas eu estava quebrada demais pra ver o que todo mundo já via visto, que tinha acabado mesmo e desta vez não tinha volta. Quando eu soube disso, quando finalmente caiu a ficha, eu quis morrer.

ABRIL
Ainda perdida, fiquei como um naufrago à deriva no meio do mar sem tábua de salvação. Eu não sabia que rumo seguir. Não sabia como conseguia me manter à tona; Minha família sugeriu que eu tentasse coisas diferentes, retornasse para o começo e procurasse caminhos diferentes. Algumas pessoas que até então eu considerava "amigas" me abandonaram por achar que eu estava reagindo muito mal - mas eu estava presa numa espiral destrutiva. O que eles queriam? Fiz o que eles não tiveram coragem de fazer: Deixei de procurá-las e ao mesmo tempo deixei de considerá-las amigas. Nesse mês a minha maninha me sugeriu dançar. Me levou pra as aulas de jazz dela, mas eu já tinha feito jazz com ela - não queria ficar à sua sombra novamente. Mas a ideia de dançar pra aliviar a dor me pareceu coerente. Fazer algo que eu não tinha o menor talento poderia me tirar do buraco que eu me meti.  Explico: Já tinha feito dança do ventre e dança cigana. As professoras disseram que eu parecia ter nascido pra aquilo, que tinha talento natural. Até então eu estava querendo fazer dança flamenca pela força que precisava pra fazer mas só tava seguindo pela mesma linha... Forçar-me a fazer algo que não me era natural deveria quebrar o ciclo. Decidi então começar o ballet iniciante na mesma escola, numa turma diferente. Mas meu corpo... Eu tinha feito tantas coisas com ele que ballet não seria uma boa atividade. Entrei pensando em ficar o tempo necessário de juntar os caquinhos e conseguir uma nova perspectiva do que seguir. Nesse mês outro baque. A Tzar, uma Rottweiler que era um doce de cachorra e que inclusive tinha me ajudado a sair da primeira crise depressiva que eu tive tinha que ser sacrificada. Pra mim 2012 ficava cada vez pior...


MAIO Volto ao trabalho tentando pegar no tranco. Na empresa estava um zumzumzum de um projeto suicida-sugador-de-almas que pairava na cabeça de todos que ninguém queria entrar. Lutando sempre contra a produtividade baixa todos tentavam se manter à tona pra não cair nesse sumidouro. Eu, por outro lado, apática do jeito que estava fui sugada. Achei que estava "à salvo" pois eu trabalhava com linguagem de plataforma alta (computadores robustos, do estilo da década de 70) e o projeto era linguagem web mas minha chefe que até então eu achava que estava do meu lado, abriu mão de mim (ou me ofereceu, eu nunca irei saber) para o projeto-matadouro. Eu não acreditei. Tudo que eu achava que era seguro desmoronava como um castelo de cartas. Sem explicação, sem porquês e sem mais nem menos fui mandada para o "matadouro", jogada na cova dos leões enquanto todos os outros que eu perguntava se ofereciam pro sacrifício com promessa de melhoras e promoções. E eles tinham as armas e os conhecimentos certos! Eu, por outro lado... Foi mais um choque. Em janeiro eu tinha tido a ameaça de morte. Fiz B.O. e tudo.  Mas como o sistema estava refém desse cara. Chefe era preguiçosa e estava acostumada a tudo ser resolvido num estalo. Entre mim e ele ela o escolheu e me retirou da equipe E retirou o depoimento em que se embasava a minha acusação. Não acreditei nisso... Achei que pelo menos a mim ela iria escolher já que diante das ameaças do "prezado colega" ela havia me incentivado a prestar queixa formal do mau comportamento dele - achei que... Mais uma puxada de tapete e dessa vez, como a cabeça ainda ferida da puxada de tapete emocional, tive outra tão dura quanto na área profissional.

JUNHO
Esse mês passou de forma vazia. Eu pensava que deveria ter algo bem errado comigo pra tudo isso estar acontecendo. Eu não tinha sido uma boa pessoa? O que será que tinha feito pra merecer tanto revés? Nesse mês eu realmente falei tudo que tinha que falar pras as pessoas que eu considerei falsos amigos. Nesse Post vomitei tudo o que pensava de uma pessoa que até então eu considerava amigo e mentor. Mandei ele literalmente tomar no c* e o risquei da minha vida. Mas ainda faltavam outras... Achando que eu era de metal ou pedra ou invencível me abandonaram a própria sorte. Me fechei ainda mais e decidi que não queria mais "viver"... Me tornei uma nobody e pela primeira vez eu quis que o mundo se f*desse e que realmente acabasse no dia 21/12/12. Nada mais me tocava e o único alívio que eu tinha era qdo eu calçava as sapatilhas pra tentar ser algo que eu não era e nem iria conseguir ser... Acho que no blog eu refletia essa apatia e desânimo - nem a medicação prescrita pelo psiquiatra dava jeito...

JULHO No projeto-suicida as coisas iam mais ou menos. Os outros que foram trazidos de outros estados estavam animados com a possibilidade de crescimento - eu sabia que a coisa não era por aí. Nesse mês com as "mudanças" eles precisavam da chefia anterior pra resolver burocracias da empresa. Todos obtiveram ajuda e os chefes eram compreensivos - claro, eles queriam seus funcionários de volta. A minha ex-chefia além de virar as costas pra mim, arrancou a minha tábua de salvação. Se eu tinha alguma esperança de voltar pra aquela equipe ela me foi arrancada de modo cruel. Ela tinha se referido a mim como "um problema que não era mais dela"... Eu, que ia às lágrimas toda noite por ser obrigada a engolir esse trabalho agora eu me afogava pois nem perspectiva de voltar eu tinha. Eu estava no chão a algum tempo. Agora as pessoas pisavam em mim. Eu tinha que reagir ou seria pisoteada até a morte.


AGOSTO Imersa nesse furacão, meu corpo deu sinais que não aguentava mais. Minha mente já estava alquebrada ¹ meu corpo deu sinais que se eu não reagisse ele iria sucumbir tb. Passava doente a maior parte do tempo, chegando a baixar no hospital umas 4 vezes em um único mês. Explico: eu tenho saúde de ferro. Pra eu cair doente TEM que ser algo bem forte. Eu, estava apática e começava a me questionar porque não dava um fim nisso tudo... O que me dava mais raiva nisso tudo? As mesmas pessoas que haviam virado as costas pra mim no início do ano vieram me sondar pra ver se eu já tinha "superado tudo" acreditando que eu iria sair do buraco sozinha ou outro cristo iria fazer isso por eles. Essa me enfureceu profundamente. Porque eles eram amigos da Hanne pra cima e forte que nem a muralha da China. Pra me ajudar a sair do buraco? Não... isso não é "trabalho pra mim"... Sim... expulsei eles, mesmo de dentro do poço que eu me encontrava. Eu havia subido um pouco e deles eu não queria mais nada. Estava retomando um dos meus motes: Antes só do que mal acompanhada!

SETEMBRO Ainda vazia retomei mais um pouco do caminho que tinha abandonado. Até então só palavras vazias ecoavam ao meu redor e todos pareciam mais superficiais. Até então eu havia me entregado ao marasmo e me tornei apenas mais uma. Tinha que recomeçar de algum lugar mas nem um ponto me parecia firme o bastante. Voltei a mim e me lembrei de alguns dos meus preceitos. E escrever a vista para me lembrar deles me pareceu mais coerente (de novo)... Quando ele me deixou "algo" me fez lembrar do que era capaz de realizar, no que eu acreditava e marquei minha pele pra lembrar disso... Eu havia esquecido até alguém mencionar... eu havia esquecido dela... mas ela me lembrou que a força estava em mim e eu não podia esperar a tempestade passar pra me levantar. O mundo continuava a girar independente de que querer ou não.

OUTUBRO
Com a maioria dos caquinhos juntos e sendo colados com paciência de um monge tibetano, apareceu uma pessoa que parecia tão quebrada ou mais quebrada que eu, um velho amigo que sempre me admirou pela força que eu demostrei ter. Eu precisava me sentir amada de novo e mesmo despedaçada me deixei envolver. Mas como macaco velho não enfia a mão em cumbuca, não acreditava que tinha um relacionamento até ser dito que era. Saímos juntos por um tempo sem namorar - que ele disse que precisava porque tb tinha saído de um relacionamento longo e precisava dele pra se curar.  Aceitei a situação com a esperança que ao fim desse "tempo" ele iria optar por ficar comigo, pois os antigos amigos falavam que eu era a melhor pessoa que ele tinha se envolvido em eras. No fim desse tempo ele veio com o mesmo velho papinho que "o problema não era eu, era ele" e não estava preparado pra se envolver, "que precisava ficar um tempo sozinho". O meu mundo só não caiu de novo porque ele já estava devastado. Nesse dia eu comecei a me questionar de onde todos tiravam a imagem de que eu conseguia aguentar tanta porrada vinda de todos os lados e ainda permanecer de pé. Fiquei mais ferida ainda para tentar proteger o que havia conseguido juntar. E DESSA VEZ eu sangrei de verdade.. Sangrei pois não havia mais pele pra bater. Só carne viva.

NOVEMBRO O Fim do ano se aproximava e eu ainda estava no chão, em carne viva, tentando não ser atropelada e pisoteada por aqueles que uma vez eu ajudara. O sentimento de derrota tomou conta de mim e pensava em desistir de tudo. TUDO MESMO. Mas como tudo que a gente planta, necessariamente temos que colher, meu foco se virou pra a colheita de algo plantado em Abril. A escola de ballet se aproximava para a apresentação de fim de ano e não sabia porque tinha aceitado. Eu me sentia grande, feia, disforme e não tinha conseguido mudar nada disso. E eu tinha que subir no palco - tinha que pegar tudo que estava acontecendo comigo, guardar numa caixinha, maquiar um sorriso no rosto e subir no palco por exatos 4 minutos para uma apresentação. E por esse mês, ela foi a minha tábua de salvação. Não que não tinha havido percalços nela - claro que havia. A minha dupla de dança desistiu a 10 dias da apresentação, recebi a notícia que a pessoa que me dava força na aula decidiu sair de Brasília e tentar a sorte em Goiânia. Foi difícil correr atrás de figurino e financeiramente eu estava bem apertada. Mas nada me puxava pra baixo de novo. Eu devia ter postura ao subir no palco. Assim acreditei e assim o fiz...

DEZEMBRO O projeto-sanguessuga virou o jogo e conseguiu ser institucionalizado. Boas notícias, más notícias. As coisas iriam ser feitas com uma metodologia - mas o projeto não ficará em Brasília - vai pra Porto Alegre e por uma decisão da Diretoria a pessoas que fazem parte da equipe e são de Brasilia não irão junto com o sistema. O resto da equipe, no entanto, vai. Com o fim declarado da minha participação aqui (boa notícia) seríamos devolvidos pra a equipe de origem. E eu me questiono pra onde eu vou. Para equipe anterior não sei se terei espaço lá. Depois de ter sido considerada "um problema" eu juntei o que me estava naquele espaço e "explodi a ponte" com a esperança de não voltar. A indecisão vai se arrastar até Fevereiro deste ano. Novo tremor de terra em um ponto distante da costa. Só vou saber se é uma tsunami qdo este atingir a costa.

Ao final disso tudo - óbvio, tenho que me questionar o que de produtivo tive esse ano. Cheguei a algumas conclusões:
ж.Tenho depressão. Severa. Não consigo lidar com traição e qdo isso acontece pra mim é devastador. Vou ficar com medicação pesada por um bom tempo. Não há como definir um prazo. Qdo eu deliberadamente suspendi a medicação ou diminui foram os dias mais negros do meu ano.
ж.Agreguei muito pouco de BOM pra mim... a maior parte do tempo me senti uma tempestade de areia negra sem conseguir enxergar nada a minha volta. Óbvio que eu não sou tão ingrata assim. Coisas boas me aconteceram. Me aproximei da Amy, hoje conversamos por telefone, estreitei laços com a Lu, me chafundei em uma nova rede social que ainda não me trouxe frutos consistentes, mas fiz a minha parte e plantei a sementinha.
ж.Qdo eu QUERO algo eu vou até as ultimas consequências  doa a quem doer. INCLUSIVE se eu tiver que me ferir assim vou fazer. O que me fez questionar se eu realmente quero emagrecer já que até agora não tem me rendido vitórias consistentes.
ж.a mais importante de todas - esse foi um ano que viveram por mim. Eu não consegui viver, vivenciar. um ano branco e perdido.

Na virada de 2011/2012 eu estava sentada uma cadeira de plástico, na casa da minha irmã rodeada pela família e vendo todos do condomínio onde moram disputar quem soltaria mais fogos. Eu apesar de estar rodeada da minha família me sentia só, triste, abandonada, jogada pra escanteio apesar de amigos terem me chamado pra uma festa e devido ao meu estado de espírito eu não fui. Chorava e me questionava o porquê do meu "atual relacionamento" ter dado tão errado e o que eu havia feito pra ele me deixar.  Eu me apoiava ao meu pequeno Link e o segurava e apertava como se fosse um bichinho de pelúcia. E a dor no meu peito não cabia em mim, Quanto mais todos a minha volta falavam que eu estava reagindo exageradamente, mais eu tentava suprimir a dor e a sensação de fracasso e quanto mais fazia isso mais me sentia sufocada. Infelizmente não teve ninguém com a sensibilidade suficiente pra tentar deixar isso passar ou fazer algo pra atenuar a dor.

O discurso que eu mais ouvi era para parar de #mimimi por que iria passar. E eu veria que não era nada. E foi assim o ano todo...  Passar ainda não passou. Está passando. Mas até terminar eu vivi um inferno pessoal e... devo admitir que eu ainda estou nele. Mas pelo menos eu estou vendo a saída e é pra lá que eu estou rumando... Qual a diferença desse post para os outros? Eu estou ciente que sim eu estou mal. Não, não consegui ajuda a contento e por ultimo eu não estou exagerando em absolutamente nada. São os meus problemas. F*da-se se tem pessoas com problemas mais graves que os meus. Não é hora de comparar nada. É hora de solucioná-los independente do tamanho.

Este ano passei de AMARELO- Preciso de dinheiro!!!. Mas ao contrário do ano passado, decidi passar sozinha MESMO e não numa falsa solidão como foi a ultima virada. Me permiti um pequeno mimo infantil e disse a mim mesma que queria ver os fogos da Esplanada. Chamei meus sobrinhos (só o mais novo topou) e a princípio, íamos pra Ermida mas estava fechada. Sem me dar por vencida fui até a ponte JK. Passei a virada sobre a água, de amarelo e vendo os fogos da orla. Ciente que sim, preciso de ajuda mas que eu não posso esperar essa ajuda vir de fora, esse ano eu vou me reerguer, e se os Deuses permitirem vou realizar pelo menos UM SONHO. Nem que tenha que matar pra isso.

O que me fez pensar que talvez esse ano fosse melhor? Rs. UMA pequena coisa:
Após a virada pensei em ir pra balada mas me sentia esgotada fisicamente. Deixei meu sobrinho em casa, passei numa loja de conveniência num posto pra comprar bobagens e ir pra casa assistir "Doctor Who". Enquanto saia da loja sem pensar em muita coisa, dois caras pararam a alguns carros do meu e entraram na loja. Um deles (o mais bonito na minha opinião)  fixou o olhar em mim. Torceu tanto o pescoço que acertou o papagaio que decora a entrada da loja de conveniência. Olhei em volta pra ter certeza que era eu quem ele olhava (rs - mania besta de mulher) e sorri. "Nada mau pra quem é invisível" foi o que eu pensei. O que passou pela cabeça dele? Só Deus sabe. Mas ele não ia bater na parede por eu ser horrorosa ou por estar com uma verruga no nariz. Foi naquele momento que eu pensei - "Esse ano VAI ser diferente..."

Beijocas a tod@s... e um prospero 2013 para nós...




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